Um mapa, não um veredito.
Todo eleitor já viveu isto: conhece o nome, viu o comercial, talvez lembre de uma polêmica. E ainda assim não consegue responder a uma pergunta simples — quem sustenta esta candidatura? A resposta existe. Está no TSE, no Diário Oficial, no Portal da Transparência, na Junta Comercial, no e-Agendas. Está em bases que quase ninguém abre porque foram feitas para máquinas e advogados, não para pessoas.
O Atlas Malha junta essas peças e devolve uma coisa que a notícia diária não consegue entregar: a rede inteira, com o tempo dentro dela. Quem entrou, quem saiu, quem doou, quem contratou, quem foi nomeado, quem é investigado — e, para cada linha, o documento que a sustenta e o que esse documento não prova.
O que o Atlas não faz é tão importante quanto o que faz. Não dá nota. Não ordena candidatos do melhor para o pior. Não recomenda voto. Não infere ligação por foto, evento ou coincidência. As ligações foram levantadas por agentes de pesquisa com inteligência artificial, sempre a partir de fontes públicas, e cada uma mostra a fonte, o trecho e o que ela não prova, para que qualquer pessoa confira sozinha. Quem é citado pode apontar erro ou responder, e a resposta é publicada junto à ligação.
Os mesmos critérios valem para todas as candidaturas equivalentes — mesma taxonomia, mesma escala de prova, mesmo período. Isso não iguala gravidades diferentes; torna a diferença visível em vez de escondê-la.
As ligações das quatro candidaturas em foco foram levantadas em fontes públicas — registros oficiais, diários, decisões e reportagens — e cada uma traz URL, data e trecho.
A ordem da capa segue atenção pública mensurável: pesquisas de intenção de voto registradas no TSE e volume de buscas, com as fontes documentadas no repositório. Não é preferência editorial, e não é ranking de mérito.